Nos PCNs (1998), são apresentadas algumas sugestões
didáticas orientadas especificamente para a formação de
leitores. Entre elas, a leitura autônoma diz respeito
A à situação didática adequada para discutir coletivamente um título considerado difícil para a condição
atual dos alunos, pois permite reduzir parte da complexidade da tarefa, compartilhando a responsabilidade. O professor segmenta a obra em partes em
função de algum critério, propondo a leitura sequenciada de cada uma delas.
B à atividade em que o professor lê um texto com a
classe e, durante a leitura, questiona os alunos sobre
os índices linguísticos que dão sustentação aos sentidos atribuídos. É uma excelente estratégia didática
para o trabalho de formação de leitores, principalmente para o tratamento dos textos que se distanciam muito do nível de autonomia dos alunos.
C à leitura compartilhada de livros em capítulos, que
possibilita ao aluno o acesso a textos longos – e às
vezes difíceis – que, por sua qualidade e beleza, podem vir a encantá-lo, mas que, talvez, sozinho não
o fizesse.
D à oportunidade de o aluno poder ler, de preferência
silenciosamente, textos para os quais já tenha desenvolvido uma certa proficiência. Vivenciando situações de leitura com crescente independência da
mediação do professor, o aluno aumenta a confiança
que tem em si como leitor, encorajando-se para aceitar desafios mais complexos.
E à situação didática, proposta com regularidade, adequada para desenvolver o comportamento do leitor,
ou seja, atitudes e procedimentos que os leitores
assíduos desenvolvem a partir da prática de leitura:
formação de critérios para selecionar o material a ser
lido, rastreamento da obra de escritores preferidos
etc.