///
Leia o texto a seguir.
Um Apocalipse bem Próximo
Eis a história até o momento: quando o euro passou a existir, houve uma grande onda de otimismo na Europa – e isso, pelo que deu para ver, foi a pior coisa que poderia ter acontecido. Entrou dinheiro na Espanha e em outras nações, que passaram a ser vistas como investimentos seguros. Essa enxurrada de capital alimentou enormes bolhas imobiliárias e enormes déficits comerciais. Então, com a crise financeira de 2008, a enxurrada secou, causando crises severas nessas mesmas nações que haviam prosperado anteriormente. (...) A resposta da Europa tem sido a austeridade: cortes selvagens nas despesas em uma tentativa de garantir outra vez os mercados de títulos. Porém, como qualquer economista com bom senso poderia ter avisado (e como nós avisamos), esses cortes pioraram a depressão, o que simultaneamente minou a confiança dos investidores e levou à crescente instabilidade política. (...) Os países sob pressão precisam de uma esperança – um ambiente econômico no qual possam ter uma perspectiva razoável para emergir da austeridade e depressão. O único modo realista de providenciar um ambiente assim seria se o Banco Central abandonasse sua obsessão pela estabilidade de preços e aceitasse e realmente encorajasse vários anos de 3 ou 4% de inflação na Europa (e ainda mais do que isso na Alemanha).
Adaptado de KRUGMAN, P. Apocalypse Fairly Soon. NEW YORK TIMES May 17, 2012. Disponível em < http://www.nytimes.com/2012/05/18/opinion/krugman-apocalypse-fairly-soon.html?mcubz=3>. Acesso em 09/09/2017.
Sobre as lições da crise analisada, assinale a alternativa CORRETA, na perspectiva novo-keynesiana.
Esta questão foi aplicada no ano de 2017 pela banca PUC-PR no concurso para JUCEPAR - PR. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Economia e Mercado, especificamente sobre Administração Pública.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.