Não seria demasiadamente difícil para crianças e adolescentes se construírem no seio de culturas (nacional,
regional, familiar, escolar) e se habituarem, ao mesmo
tempo, a desenvolver uma certa reflexividade com relação a essas mesmas culturas? É comum conceber os
instrumentos de reflexividade como ferramentas que
intervêm apenas “em um segundo momento”, depois de
uma fase de aprendizagem, interiorização ou de incorporação pré-reflexiva. A partir de tal concepção, seria
impossível aprender a teoria do caminhar ao mesmo tempo em que se aprende a caminhar (Lahire, 2014, p. 54).
Segundo Bernard Lahire, a concepção apresentada sobre
o desenvolvimento da reflexividade é inadequada porque