Havia duas formas de trabalho infantil durante a Revolução
Industrial: crianças classificadas como parish apprentice (órfão
aprendiz) e free labor children (crianças que trabalhavam nas
fábricas junto com os pais). As primeiras eram crianças órfãs que
ficavam sob os cuidados do governo britânico. Os donos das
fábricas forneciam abrigo e comida em troca de seu trabalho;
elas não recebiam qualquer remuneração em dinheiro. Aquelas
que recebiam salários extremamente baixos ganharam o título
de free labor children; algumas tinham apenas cinco anos de
idade e trabalhavam em fábricas e minas de carvão. Em virtude
do crescimento das tecelagens, muitas crianças trabalhavam em
moinhos de algodão, onde passavam a maior parte do tempo em
locais com muito pouco ar fresco e nenhuma atividade. Também
eram contratadas para trabalhar em fábricas de fósforo, como
limpadores de chaminés, e na fabricação de tijolos.
(Condições do trabalho infantil na Revolução Industrial. Disponível em:
ehow.com.br.)
O aspecto relativo à exploração da mão de obra infantil é apenas
um dos muitos e sérios problemas sociais que eclodiram ou se
intensificaram com a emergência da Revolução Industrial. Acirramento da miséria e péssimas condições de trabalho e vida de
um lado, crescimento desigual e acumulação de riqueza de outro,
enfim, um caos social que influenciou no surgimento das Ciências
Sociais, na medida em que: