Um professor da escola básica propõe à turma estudar os usos da terra em diferentes tempos e espaços,
optando por iniciar a discussão pela antiguidade clássica, a partir da leitura do texto a seguir.
A lei agrária nunca foi revogada, mas foi sendo modificada em etapas sucessivas. Apiano
descreve brevemente três leis que lhe alteraram o alcance, demolindo a reforma agrária dos Graco.
Os lotes distribuídos eram inalienáveis; esta precaução destinava-se a proteger a pequena
propriedade. O primeiro passo contra a reforma foi abolir esse vínculo; os ricos puderam então expulsar
os camponeses comprando seus pequenos lotes. Uma segunda lei proibiu novas distribuições de terras;
a maior parte do ager publicus consistia de terras ocupadas e estas eram deixadas aos que detinham sua
posse desde a lei de Tibério; mas os ocupantes ficavam obrigados a pagar um imposto cujo rendimento
seria destinado às distribuições de trigo à plebe. Finalmente, o último passo: este imposto foi suprimido,
declarando-se propriedade privada as terras já distribuídas e as ocupadas.
Apenas as terras que não estavam ocupadas continuavam sendo consideradas ager publicus;
este foi liberado para o uso como pastagem; com o tempo, provavelmente terminou sendo ilegalmente
cercado e apropriado pelos ricos.
CORASSIM, Maria Luiza. A reação senatorial. In: A reforma agrária na Roma Antiga. São Paulo: Brasiliense, 1988. p. 73-74.
Considerando o texto e a finalidade da Lei Agrária, na antiguidade clássica, o professor explica aos alunos
que os irmãos Graco