Atualmente, a AIDS é considerada um
assunto social e cultural. E os
profissionais de saúde não escapam
desta problemática, uma vez que também
estão sujeitos aos preconceitos de suas
sociedades e culturas. No entanto, de
acordo com profissionais da área, talvez a
maior diferença observada na evolução do
tratamento psicológico do portador de
HIV/AIDS seja justamente a sua não
discriminação em relação a qualquer outro paciente. (...) Um conjunto de
aspectos são característicos do paciente
com HIV/AIDS, mas nem um deles é
exclusivo, define o psicólogo, (USAID,
Fernando Falabella Tavares de Lima, do
Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia
- Netpsi.)
(https://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3650/-1/tratamento-psicoterapico-de-portadores-de-hivaids.html)
Sobre “Tratamento Psicoterápico de
Portadores de HIV/AIDS”, analise os relatos
enviados por alguns portadores de HIV/AIDS.
I – “É o paciente que delimita a importância
do HIV na sua vida, e o papel do terapeuta /
psicólogo é justamente ampliar as suas
perspectivas, de modo que ele perceba que há
muito mais do que apenas a AIDS para ser
vivido”, o paciente explica, acrescentando que
“nem por isso, esta é uma característica
diferencial do tratamento do paciente com HIV,
mas parte da terapia em si, com todas as
pessoas, tendo em vista que o atendimento
psicológico sempre pretende ampliar as
consciências para os múltiplos aspectos de
suas vidas”.
II – Na prática, disse um paciente: “o paciente
de HIV não traz a questão da morte para a
terapia,” porque. “O paciente HIV focaliza sua
terapia na forma como vai viver a sua vida, não
na doença”, ressalta, lembrando que apenas no
primeiro momento da terapia, ou no momento
em que o paciente descobre que tem o vírus,
que o assunto é tratado, mas é importante que
haja o acompanhamento do psicólogo.
III – “A negação e o isolamento, a raiva, a
barganha, a depressão e, por fim, a aceitação,
são fases comuns a todos os pacientes de
doenças terminais, seja do câncer, seja da AIDS
ou de qualquer outra, daí a importância da
intervenção do psicólogo”.
IV – “A perda de alguém próximo, como um
companheiro(a), pode levar a uma identificação
com a situação, fazendo com que o paciente
pense na sua própria finitude, na sua doença,
nas suas negações, temores e angústias,
provocando uma intensificação da dor e do
sofrimento, por isso é preciso um
acompanhamento com um psicólogo”.
Entre os relatos apresentados, marque a
série que está coerente com a expectativa
deles / pacientes para obterem o
atendimento psicológico.