Este autor adjetivou o Estado brasileiro como “autocrático burguês”. Para ele, essa
instituição funcionaria como um instrumento político de uma ditadura de classe aberta, garantindo a
“modernização”, a incorporação e a industrialização maciça. No Estado brasileiro, as forças armadas
e os tecnocratas, civis e militares ocupariam posições estratégicas de liderança política ou burocrática.
Segundo o autor, esse organismo se adaptaria às suas funções contrarrevolucionárias e repressivas
através de várias inovações. Além disso, traria um poder político ultraconcentrado, com um executivo
decidindo sem recorrer ao consentimento expresso de maiorias. Possuiria três faces salientes:
democrática restrita, autoritária e facista, que se manifestariam de acordo com as necessidades
conjunturais de manutenção da ordem. Por fim, serviria a interesses contraditórios das classes
burguesas – nacionais e estrangeiras – considerando a estabilidade política e outros fatores concretos.
Essa descrição sintetiza, em linhas gerais, a perspectiva analítica de qual representante da Sociologia
brasileira?