Menina, 12 anos, foi trazida ao pronto-socorro por seus pais devido à febre alta persistente (39°C), cansaço, perda de peso (3 kg
nas últimas duas semanas) e manchas vermelhas na pele. Os sintomas começaram há cerca de três semanas, após um quadro de
dor de garganta autolimitado. Ela tem histórico de sopro cardíaco congênito diagnosticado na infância, mas nunca tratado
cirurgicamente. No exame físico, a paciente está febril (38,7°C), pálida, e apresenta taquicardia (130 bpm). Notam-se petéquias em
mucosas orais, manchas de Janeway nas palmas das mãos e um sopro sistólico audível no foco mitral. Os exames laboratoriais
mostram anemia normocítica, leucocitose com desvio à esquerda, e elevação de PCR e VHS. As hemoculturas coletadas antes da
introdução de antibióticos revelaram crescimento de Staphylococcus aureus. Foi realizado um ecocardiograma transtorácico que
confirmou a presença de vegetações na válvula mitral. Qual é o próximo passo mais adequado na abordagem dessa paciente?