A consolidação da Assistência Social como política pública revela-se um processo em transição, locus no qual
convivem culturas políticas divergentes e contrárias: parâmetros afirmados pela nova institucionalidade na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)
convivem com uma cultura patrimonialista, tecnocrática
e clientelista. A construção do Sistema aponta para o enfrentamento de determinações que se situam para além
do campo específico da política de assistência social.
Permeado pelo conjunto das relações sociais, o processo
de implementação do SUAS conta com deslocamentos
no plano teórico-normativo, na forma de organização e
estruturação dos serviços socioassistencias, bem como
nos mecanismos de gerenciamento e