Uma discussão central da reforma do Estado está associada ao
papel atribuído para que o interesse da coletividade seja
alcançado.
Em um continuum de modelos de ação atribuídos ao Estado, há
aqueles que defendem que o Estado deve “articular um novo
modelo de desenvolvimento que possa trazer para o conjunto da
sociedade brasileira a perspectiva de um futuro melhor. Um dos
aspectos centrais desse esforço é o fortalecimento do Estado para
que sejam eficazes sua ação, no quadro de uma economia de
mercado, bem como os serviços básicos que presta e as políticas
de cunho social que precisa implementar [...] este deixa de ser o
responsável direto pelo desenvolvimento econômico e social pela
via da produção de bens e serviços, para fortalecer-se na função
de promotor desse desenvolvimento.” (Brasil, PDRAE, 1995, p. 6-12).
O trecho acima remete a uma noção de Estado