Os desafios para o exercício profissional de assistentes sociais na política urbana são inúmeros e complexos, uma vez
que assistentes sociais reconhecem as cidades como lócus
das diferentes formas da desigualdade – social, econômica
e política. Quanto ao trabalho do assistente social na política urbana, analise as afirmativas a seguir.
I. Na década de 1930 a 1940, o trabalho do assistente social
no campo urbano apresentou particularidades sob influências que vão da perspectiva funcional, caracterizada pelas
respostas paliativas, paternalistas e burocratizadas do segundo período do governo Vargas, ao ideário da concepção
desenvolvimentista do governo Kubitschek.
II. No âmbito da Fundação Leão XIII e seus Centros de Ação
Social, o Serviço Especial de Recuperação das Favelas e Habitações Anti-Higiênicas (SERFHA) que o assistente social foi
demandado, como trabalhador inserido na divisão sócio-técnica do trabalho, a exercer atividades profissionais de acolhimento e garantia de direitos sociais junto às famílias pobres
urbanas moradoras das favelas.
III. A partir da criação do BNH, em meados da década de 1960,
o trabalho do assistente social (ao lado de outros profissionais da área das ciências humanas) configurou-se nas propostas teórico-metodológicas e nas concepções interventivas e no caráter administrativo da ação profissional, desenvolvidas no Subprograma de Desenvolvimento Comunitário
(SUDEC).
IV. A efervescência política e social do final dos anos 1970 em
diante marcam a presença, no cenário nacional, de vários
movimentos sociais operários e sindicais, e novos desafios
aportaram ao Serviço Social, no papel significativo que segmentos mais críticos da categoria profissional tiveram “na
organização dos movimentos de favelas, estimulando, subsidiando e capacitando para as ações reivindicatórias”.
Está correto o que se afirma apenas em