A assistência à criança grave e em ventilação mecânica deve, além de dar suporte à vida até a recuperação do paciente, intervir de forma a evitar iatrogenias decorrentes de sua instalação. Nesse sentido, faz parte da assistência de enfermagem à criança grave com quadro de síndrome do desconforto respiratório agudo grave (SDRA) e que se encontra em posição prona:
A
realizar mudança de decúbito de 2/2 horas, aspirar vias aéreas e tubo traqueal sem ambuzar, aumentar fiO2 ao aspirar, verificar sinais vitais, verificar presença de edema e manter balanço hídrico rigoroso.
B
massagear a pele com ácidos graxos essenciais (AGE), manter cabeceira elevada (45º), realizar rodízio do sensor da oximetria de pulso, aspirar tubo traqueal 3/3 horas, realizar curativos de acesso venoso profundo e manter controle hídrico rigoroso.
C
proteger proeminências ósseas e pavilhão auricular com hidrocoloide, alternar posição da cabeça de 3/3 horas, verificar presença e evolução de edema facial, manter mínimo manuseio, posicionar coxins na altura da região escapular e quadril a fim de liberar a área pulmonar.
D
manter cabeceira lateralizada para prevenir broncoaspirações, garantir boa fixação de tubo traqueal, aspirar vias aéreas superiores regularmente, manter permeabilidade da pressão arterial invasiva (PAI) com flush de solução heparinizada.
E
despronar a criança durante os cuidados de higiene, a fim de inspecionar a pele, verificar sinais vitais, fazer controle de glicemia capilar e aspirar tubo traqueal com sistema fechado (trak care).