Os objetivos de controlar a informação e de promover a imagem do governo Vargas não nasceram com o Estado Novo,
tendo sido vislumbrados desde os primeiros tempos, quando,
em 1931, foi criado o Departamento Oficial de Publicidade.
Não parece ser estranho a essa iniciativa o surgimento de canções populares exaltando a figura de Getúlio, dentre as quais
se destaca “Gê-Gé (seu Getúlio)”, de Lamartine Babo, composta em 1931 e cantada por Almirante, com estes versos de
abertura:
“só mesmo com revolução,
graças ao rádio e ao parabelo,
nós vamos ter transformação
neste Brasil verde e amarelo,”
aos quais segue a enunciação soletrada do nome de
Getúlio com uma inventiva impossível de reproduzir
num texto escrito. [...]
(Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 115-117.)
Amado ou odiado, o estadista Getúlio Vargas (como outros,
em outras épocas e lugares) construiu a sua imagem através
do controle dos meios de comunicação, e isso muito antes do
Estado Novo. Especificamente no contexto da “Era Vargas”,
a propaganda: