Em sua obra Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a
afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes ressalta que: “Mesmo que 90% do material e dos recursos
de trabalho necessários para a produção e distribuição
de uma mercadoria comercializada lucrativamente – por
exemplo, um produto cosmético: um creme facial –, da
propaganda eletrônica ou da sua embalagem, sejam em
termos físicos ou figurativos (mas, em relação aos custos
de produção, efetivamente real), levadas direto para o
lixo, e apenas 10% sejam dedicados ao preparado químico, responsável pelos benefícios reais ou imaginários
do creme ao consumidor, as práticas obviamente devastadoras envolvidas no processo aparecem como plenamente justificadas”.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre
a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)
As justificações mencionadas pelo autor ocorrem no
contexto