O processo de transformações que vem ocorrendo no
"mundo do trabalho" altera substancialmente a demanda
de qualificação de profissionais de Serviço Social,
tornando necessário que adquiram uma centralidade no
processo de formação profissional, porque têm uma
centralidade na contemporaneidade da vida social. Tal
processo exige
A que a profissão dê conta dos processos que estão
produzindo alterações nas condições de vida e de
trabalho da população que é alvo dos serviços
profissionais, assim com das novas demandas dos
empregadores na esfera empresarial, considerando a
situação de crise e a rearticulação das forças sociais
na esfera privada.
B que a universidade, enquanto determinação social
específica, na qual se desenvolve o projeto
educacional, seja concebida como expressão
peculiar do enfrentamento de classes no interior do
processo de formação profissional que a coloca
numa arena de luta por hegemonia nas diferentes
posições.
C que a profissão reconheça o processo de formulação
teórica do Serviço Social, enquanto disciplina
profissional, e suas expressões no desenvolvimento
da formação profissional, destacando sua debilidade
teórico-científica que é marcada pelo pragmatismo e
empirismo.
D que a formação profissional possibilite aos
assistentes sociais compreender criticamente as
tendências do atual estágio da expansão capitalista e
suas repercussões na alteração das funções
tradicionalmente atribuídas à profissão e no tipo de
capacitação requerida pela modernização da
produção e pelas novas formas de gestão da força
de trabalho.
E que a vinculação orgânica do processo de formação
profissional seja encarada como uma proposta de
prática do Serviço Social, a partir das demandas
sociais postas na conjuntura atual de desarticulação
na estrutura curricular, definida de forma fragmenta
e, por isso, incapaz de dar conta das expressões da
questão social.