Relatório da ONU de 2021: povos indígenas e
comunidades tradicionais são os melhores guardiões
das florestas da América Latina e do Caribe
As taxas de desmatamento na América Latina e no Caribe
são significativamente mais baixas em áreas indígenas e de comunidades tradicionais onde os governos reconhecem formalmente os direitos territoriais coletivos. Melhorar a segurança da
posse desses territórios é uma maneira eficiente e econômica
de reduzir as emissões de carbono. Essa é uma das principais
conclusões do novo relatório “Povos indígenas e comunidades
tradicionais e a governança florestal” da Organização das Nações
Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Fundo
para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina
e do Caribe (FILAC). Entre outros resultados, o documento
mostra que a taxa de desmatamento dentro das florestas indígenas onde a propriedade da terra foi assegurada é 2,8 vezes
menor do que fora dessas áreas na Bolívia, 2,5 vezes menor no
Brasil e 2 vezes menor na Colômbia.
(Novo Relatório da ONU: povos indígenas e comunidades tradicionais
são os melhores guardiões das florestas da América Latina e do Caribe.
As Nações Unidas no Brasil.)
Especificamente no que diz respeito aos povos indígenas do
Brasil, principalmente em relação à demarcação de terras: