Grupo indígena isolado é identificado
na Amazônia e já corre risco de extinção
O Brasil é o país onde há mais isolados, e apenas um deles vive
fora da Floresta Amazônica, os Avá-Canoeiro, que ocupam
porções de Tocantins e Goiás. Um grupo de indígenas isolados,
até então desconhecidos, no sul do estado do Amazonas. Segundo estudiosos, o grupo é formado por dezenas de indivíduos
que habitam uma área de mata no município de Lábrea (AM),
próximo ao rio Purus. A informação foi repassada em setembro
de 2021 para a Coordenação Geral de Índios Isolados e Recém-
-Contatados (GIIRC), vinculada à sede da Funai, em Brasília, mas
até hoje, cinco meses depois, o órgão não tomou as medidas
necessárias à proteção do grupo. Indígenas isolados são aqueles
que se refugiaram em áreas remotas e não mantêm contato
regular ou significativo com a sociedade dos colonizadores. Contudo, especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato garantem que a
população é diferente de outras em isolamento voluntário que
habitam regiões próximas. O grupo deixou à mostra vestígios
materiais que comprovam a ocupação do território nos últimos
anos. Informações sobre isolados são tratadas como sigilosas
pela Funai e pelos indigenistas, pois a divulgação de detalhes
pode estimular a atuação de criminosos ambientais.
(Disponível em: Grupo indígena isolado é identificado na Amazônia e já
corre risco de extinção – Brasil 247.)
O exemplo anteriormente descrito, diz respeito a um agrupamento indígena, que, na atualidade, ainda vive isolado e, provavelmente, alheio a tudo o que diz respeito à cultura e modo
de viver e pensar dos brasileiros, de uma maneira geral. Nesse
caso, tal grupo estaria inserido no que Durkheim classificou de: