Entre as maiores dificuldades apresentadas pela estratégia de implantação de Centros de Referência
em Saúde do Trabalhador (CRST) estão a cobertura do conjunto dos trabalhadores e a pequena
inserção na rede do SUS, em uma perspectiva de atenção hierarquizada e integral. Além dessas podem
ser apontadas, exceto:
A Pouca participação dos trabalhadores. Muitos sindicatos limitam-se, na sua relação com o SUS,
à geração de demandas pontuais, que acabam por preencher a agenda de muitos CRST. Falta,
entretanto, uma integração construtiva na qual trabalhadores e técnicos da saúde busquem
compreender a complexidade da situação da saúde do trabalhador em conjunturas e espaços
específicos e, a partir daí, traçar estratégias comuns para superar as dificuldades.
B Falta de tradição, familiaridade e conhecimento dos profissionais do sistema com a temática da
saúde-doença relacionada ao trabalho, o que leva à crônica incapacidade técnica para o diagnóstico e
o estabelecimento da relação das doenças com o trabalho.
C Indefinição de mecanismos imprecisos e passageiros para o financiamento de ações em saúde do
trabalhador.
D Falta de informações adequadas sobre os agravos à saúde, relacionados ao trabalho nos sistemas
de informação em saúde e sobre sua ocorrência na população trabalhadora, no setor informal.
E Atribuições concorrentes ou mal definidas entre os diferentes órgãos que atuam, na área.