“Resistir fazia parte da sua vida e você nunca havia se questionado por que as coisas eram assim.
Nunca se questionou por que era pobre, nunca se
questionou por que vivia sem pai. Nunca se perguntou por que a polícia o abordava na rua com
tanta frequência. A vida simplesmente acontecia e
você simplesmente passava por ela”
Fonte: TENÓRIO, J. O avesso da pele. São Paulo:
Companhia das Letras, 2020. p. 32-33.
A leitura literária pode atuar como fator de humanização e democratização, contribuindo para a
emancipação dos sujeitos e, consequentemente,
para a consolidação de uma cultura mais humanista e democrática, o que pode ser visto, por exemplo, no romance “O avesso da pele”.
Sobre essa capacidade da literatura, considere as
afirmativas a seguir.
I → As Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
devem orientar para o desencadeamento de processo de afirmação de identidades, de historicidade negada ou distorcida.
II → Romances como “O avesso da pele” mostram
que, mesmo após mais de um século do fim da escravidão no Brasil, o povo negro ainda é reprimido
e perseguido na e pela sociedade brasileira.
III → A inclusão da Literatura Afro-brasileira nas
escolas, sua leitura e seu debate, funciona como
estratégia para o estabelecimento de um diálogo
cultural que pode promover um deslocamento de
perspectiva frequentemente necessário para a discussão de temas como alteridade, diversidade cultural, exploração, opressão e racismo.
IV → A Lei Nº 10639/03 garante que se discutam,
nas aulas de História, Literatura e Artes, questões
de luta do povo negro no Brasil.
Está(ão) correta(s)