De acordo com a ensaísta, dramaturga, poetisa e professora Leda Maria Martins, o teatro
brasileiro vem sendo povoado e transformado por uma miríade de experimentações,
proposições e pensamentos desenvolvidos por artistas e grupos negros. Segundo Martins,
(2021, p.155), em seu livro Performances do Tempo Espiralar, nestas cenas negras “se
reinstala o contínuo exercício de uma memória cultural dialógica negra, transcriada como um
significado recorrente, pelo qual se reatualizam, em cena, modos de percepção e fabulação
de várias matrizes cognitivas e performáticas africanas e afro-brasileiras [...]”. Considerandose o pensamento estético e filosófico da autora, marque a alternativa que melhor apresente
os sentidos de “memória cultural dialógica negra”, no âmbito teatral.