"Ao longo de todo o século XX, as estatísticas brasileiras
foram registrando paulatinamente a ampliação do
atendimento educacional no país, tanto no que se refere
ao número de alunos matriculados, quanto ao tempo de
escolarização (Gomes, 2001; Lima, 2011). Apesar de
esforços empreendidos nos diferentes governos no
decorrer do período, apenas na década de 1990 o país
alcançou taxas de matrícula no ensino obrigatório
próximas à universalização. Entre as populações
atendidas no processo de universalização da
escolaridade obrigatória, encontram-se aquelas que
historicamente foram dela excluídas, inclusive a que hoje
é foco da educação especial, em salas de aulas de
escolas públicas, em classes especiais, em escolas ou
instituições especializadas públicas ou privadas (Jesus &
Vieira, 2011). Em relação às características dessa
população, o conceito de necessidades educacionais
especiais, adotado no país até a divulgação da Política
Nacional de Educação Especial na perspectiva da
educação inclusiva, em 2008, ainda lançava − de certa
forma −um olhar pouco nítido sobre o aluno da educação
especial."
KASSAR, M. C. M. EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL:
DESIGUALDADES E DESAFIOS NO RECONHECIMENTO DA
DIVERSIDADE. Educ. Soc., Campinas, v. 33, n. 120, p. 833-849,
jul.-set. 2012, p. 836.