Na Pediatria, principalmente no atendimento
ambulatorial, sopro é um dos termos mais difíceis
de serem explicados pelo pediatra e compreendido
pelos pais ou familiares em função de um conceito
preestabelecido.
Em relação ao sopro, é correto afirmar que:
A O sopro sistólico é classificado, quanto à sua
característica, em ejeção e em regurgitação. O
sopro sistólico em ejeção geralmente é holossistólico e apresenta aspecto em “crescendo
e descrescendo”. Nesse tipo de sopro, tanto a
2ª quanto a 1ª bulhas podem ser encobertas
pelo sopro.
B Quando o pediatra detecta sopro cardíaco
durante uma consulta de rotina em paciente
assintomático, é necessário considerar as
seguintes possibilidades: sopro inocente; existência de uma cardiopatia ainda não diagnosticada; doença não cardíaca, causando a alteração da ausculta.
C O atendimento precisa ser realizado em
ambiente silencioso e com a criança tranquila,
o que possibilita um exame cardiológico adequado As crianças maiores devem, inicialmente,
ser examinadas sentadas e de pé, para se
observar mudanças nas característica do sopro.
O sopro inocente aumenta com a mudança de
decúbito.
D O sopro diastólico é classificado quanto à sua
característica em regurgitação (ou aspiração),
em ruflar e de enchimento ventricular. O sopro
diastólico em regurgitação inicia-se logo após a
1ª bulha e vai aumentando de intensidade até o
meio diástole.
E O sopro cardíaco é classificado em sistólico,
diastólico ou contínuo conforme sua posição
durante o ciclo cardíaco: o sistólico ocorre
entre a 2ª e a 1ª bulhas cardíacas; o diastólico
entre a 1ª e a 2ª bulhas; o sopro contínuo ocorre
ininterruptamente entre essas bulhas. O sopro
diastólico é mais fácil de ser detectado.