A partir da análise crítica realizada por Sousa e Oliveira (2011) sobre a criminalização dos pobres no contexto de crise do capital relaciona-se ao modo de ser e estar da população pobre em meio ao atual contexto social, o fato de que se tem assistido:
A ao aumento da violência por parte de moradores de comunidades populares, como estratégia de proteção contra as ações de “pacificação” proposta pelo Estado, ainda que estas visem à promoção, à integração e ao bem-estar destes indivíduos
B a eventos de manifestação pacífica por parte das populações pobres, habitantes de comunidades populares, que se espelham nas manifestações pacíficas propagadas pela classe média brasileira
C à expansão das atividades criminosas como estratégia de integração marginal à economia por parte de indivíduos e grupos que fazem parte de uma população sobrante, que possui invariavelmente características ético-raciais específicas e, não por coincidência, são os típicos habitantes das comunidades populares
D ao aumento da prisão por parte da polícia de indivíduos que cometeram crimes de baixo teor ofensivo, mas que devido ao uso de drogas como o crack devem ser considerados como de alta periculosidade
E à expansão da ação do Estado-penal através de medidas de proteção social, voltadas a garantir os mínimos sociais, para uma população sobrante que, apesar de se empenhar, não consegue se inserir no mercado formal de trabalho