Uma das tarefas do educador ou
educadora progressista, através da análise
política, séria e correta, é desvelar as
possibilidades, não importam os obstáculos, para
a esperança, sem a qual pouco podemos fazer
porque dificilmente lutamos, e quando lutamos,
enquanto desesperançados ou desesperados, a
nossa é uma luta suicida, é um corpo a corpo
puramente vingativo. O que há, porém, de
castigo, de pena, de correção, de punição na luta
que fazemos movidos pela esperança, pelo
fundamento ético-histórico de seu acerto, faz
parte da natureza pedagógica do processo
político de que a luta é expressão.
Não será equitativo que as injustiças, os abusos,
as extorsões, os ganhos ilícitos, os tráficos de
influência, o uso do cargo para a satisfação de
interesses pessoais, que nada disso, por causa
de que, com justa ira, lutamos agora no Brasil, não
seja corrigido, como não será correto que todas e
todos os que forem julgados culpados não sejam
severamente, mas dentro da lei, punidos.
(Freire, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a
pedagogia do oprimido. Editora Paz e Terra, 2014.)
Em consonância com as ideias progressistas de
Paulo Freire, Soares et al (1992) defendem uma
Educação Física crítico-superadora na qual