O estudo RAINBOW e as pesquisas relacionadas ao uso de ranibizumabe e bevacizumabe, no
tratamento da ROP em neonatos, apresentam os seguintes resultados e implicações:
A a utilização de bevacizumabe em doses reduzidas, conforme estudado pelo Pediatric Eye Disease
Interest Group (PEDIG) em um estudo de fase 1, não demonstrou eficácia no tratamento da ROP tipo 1,
indicando que doses mais altas são necessárias para alcançar os resultados desejados de redução da
exposição sistêmica ao anti-VEGF
B a injeção intravítrea de ranibizumabe não altera os níveis circulantes de VEGF quando comparada ao
tratamento a laser, sugerindo que o ranibizumabe pode ser uma alternativa segura em termos de
exposição sistêmica ao anti-VEGF, mas enfrenta desafios de disponibilidade, especialmente em países
em desenvolvimento
C o estudo de fase 1 conduzido pelo PEDIG junto ao estudo RAINBOW demonstraram que o ranibizumabe
e o bevacizumabe são igualmente eficazes no tratamento da ROP sem necessidade de seguimento,
sugerindo que ambos podem ser usados como monoterapia duradoura e permanente, substituindo o
tratamento a laser
D o ranibizumabe assim como o bevacizumabe apresentaram recorrências da doença meses após a
injeção inicial, com o ranibizumabe mostrando uma média de 16 semanas e o bevacizumab, de 8
semanas até a recorrência, indicando que ambos os tratamentos requerem acompanhamento frequente
e possivelmente tratamento definitivo com laser para os que não alcançam vascularização completa