Foi só a partir de 1884 que o imperialismo – surgido do
colonialismo e gerado pela incompatibilidade do sistema
de Estados nacionais com o desenvolvimento econômico e industrial do último terço do século XIX – iniciou a
sua política de expansão por amor à expansão, e esse
novo tipo de política expansionista diferia tanto das conquistas de característica nacional, antes levadas adiante
por meio de guerras fronteiriças, quanto diferia a política
imperialista da verdadeira formação de impérios, ao estilo de Roma. Por outro lado, o seu fim parecia inevitável
depois que a “liquidação do Império de Sua Majestade”
[...] se tornou fato consumado em consequência da declaração de independência da Índia.
(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo, 1997)
A longa cronologia mencionada pelo excerto