Depois da entrada dos Estados Unidos da América
(EUA) na Segunda Guerra (dezembro de 1941) e da aliança
firmada na Declaração das Nações Unidas, a guerra foi
paulatinamente pendendo em favor dos aliados e, entre eles,
ficou mais clara a percepção da necessidade de se criar uma
organização que preconizasse uma “trusteeship of the
powerful”, ideia de Roosevelt pela qual caberia às potências
vitoriosas a responsabilidade primária pela imposição da paz
após a guerra, pela força se preciso. Na concepção de
Roosevelt, as grandes potências seriam os “quatro policiais”
ou xerifes capazes de garantir a segurança em escala
mundial, dado que somente eles eram capazes de ter armas
para além de rifles. Inicialmente, Roosevelt pensou em três
policiais (EEUU, Grã-Bretanha e URSS), mas a eles
acrescentou a China, em face de um desejo norte-americano
“de reforçar a posição de seu aliado na luta contra o Japão no
Pacífico”. Há que se recordar que a República da China foi
membro fundador das Nações Unidas antes do final da
guerra civil que dividiu o país em dois.
GARCIA, Eugênio Vargas. Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Brasília: Funag, 2013, p. 30, com adaptações.