A partir de 1964, com o golpe de Estado efetivado, foi iniciado um processo de
indiciamento de potenciais subversivos. No Rio Grande do Norte, houve a instalação de
uma Comissão de inquérito, com financiamento e por iniciativa do governo do estado, que
resultou com a publicação de um dossiê intitulado Relatório Geral, também conhecido
como Relatório Veras, em alusão ao sobrenome de um de seus autores. Na introdução do
Relatório, há a seguinte descrição:
“O Relatório é dividido em duas partes. Na primeira parte, de responsabilidade do
capitão José Domingos da Silva, têm-se os resultados das investigações na área rural
e na Rede Ferroviária Federal, fixando a responsabilidade de 38 indiciados. Na segunda
parte do documento, de responsabilidade do delegado Carlos Moura de Moraes Veras,
têm-se os resultados das investigações nos setores sindicais, estudantil, intelectual e
Prefeitura do Natal, fixando a responsabilidade de 45 indiciados.”
Com base nesses dados e nos conhecimentos da história local, é possível identificar que
a repressão estabelecida a partir do Relatório Veras atingiu: