Na psicologia junguiana, a personalidade como um todo é denominada psique. Esta palavra de origem
latina significava originalmente “espírito” ou “alma”, mas atualmente vem sendo usada no sentido de
mente. Jung mostra, através desse conceito, a sua crença de que, o ser humano é, primordialmente,
um todo e não uma reunião de partes que foram acrescentados à medida que as experiências de vida
fossem vivenciadas ou o aprendizado fosse concretizado. Para Jung, arquétipo é/são:
A Um ser único e separado, pois é um ser social, a psique não poderia ser um sistema fechado e
individual. O arquétipo seria um segmento da psique coletiva, dividindo uma dezena de atributos
coletivos vivenciados como pertences pessoais, tais como nome, títulos, nível socioeconômico, status
e outras características pessoais.
B Um papel muito importante na produção dos sonhos. Experiências que passaram “despercebidas”
durante o dia podem aparecer num sonho durante a noite, nesse mesmo dia. Uma característica muito
interessante e relevante do arquétipo é a possibilidade de reunião de conteúdos para formar um
aglomerado ou constelação. Esse aglomerado tem um nome de complexo.
C Conteúdos que não obtém a aceitação do Ego não desaparecem (porque nada que foi
experimentado deixa de existir). O arquétipo é uma espécie de receptáculo que fica contíguo ao Ego
e contém todas as atividades psíquicas e percepções que não se harmonizam com a individuação, ou
então foram experiências conscientes que passaram a ser reprimidas ou desconsideradas por outros
motivos quaisquer.
D Conceitos vazios e formas universais coletivas, básicas e típicas da vivência de determinadas experiências recorrentes, que expressam a capacidade criativa única e autônoma da psique. Como tudo o que existe na psique, o arquétipo é uma estrutura bipolar que abarca as dimensões biológicas e espirituais. Dessa forma, as imagens primordiais podem ser, metaforicamente falando, comparadas a conceitos intuitivos dos fenômenos físicos.
E Uma estrutura que está em constante evolução e ela pode ser justificada como se explica a evolução do corpo. Hall e Nordby (2000) acreditam que, sendo o cérebro o principal órgão da mente, a evolução do inconsciente coletivo é diretamente proporcional a evolução do mesmo.