O Historiador e professor de História, hoje, deixaram de
olhar para a diversidade da vida humana a partir da visão
europeu e iluminista. Como exemplo, temos o continente
e o povo africano, que passam a ter história original e
singular, antes e depois da conquista europeia e não
ligada ou referida a esta. Novos temas e abordagens estão
levando o ensino de História a abandonar o tom
cristalizado, naturalizado, de determinados objetos,
evidenciando que até nossas mais fortes crenças, que
pareciam ter nascido conosco, têm uma história, um
começo, às vezes perverso, de violência, de dizimação e
de aculturação.
Destarte, e sobre o ensino de história , é possível
compreender que:
A Nos dias contemporâneos, o ensino da História,
particularmente nos anos finais do Ensino Fundamental
II, tem se configurado como um instrumento propulsor
capaz de dotar as novas gerações com as ferramentas
necessárias para interpretar as representações que
permeiam tanto a sociedade atual quanto os
acontecimentos do passado. Tal abordagem, por sua vez, repousa sobre a premissa fundamental da formação ética,
pessoal e profissional dos discentes, independentemente
de sua plena inserção ou não no processo de ensino-aprendizagem.
B O ensino de História deve, imprescindivelmente, estar
atrelado à vivência concreta do discente. A formação
rígida e acabada transforma o aluno em um sujeito ativo
dentro do processo histórico. No entanto, adotar essa
abordagem pedagógica implica reconhecer a
responsabilidade que se distancia dos paradigmas
convencionais propostos pela educação formal. Ensinar
História a partir da ótica consuetudinária implica,
principalmente, considerar o ensino como uma resposta
às urgências do presente, conectando-o com as demandas
e desafios contemporâneos.
C Desde os acalorados debates da década de 1980 até o
presente, educadores e estudiosos da área pedagógica
reiteram incessantemente a necessidade de constituir nas
salas de aula de História, a partir dos anos finais do
Ensino Fundamental II, um espaço em que a disciplina
se configure como um vetor de ação e transformação
social, estimulando reflexões e mudanças no contexto
sociopolítico vigente.
D Sob a ótica educacional, a verdadeira finalidade de uma
aula de História reside na concretização de uma
aprendizagem substancial e relevante para os alunos,
entendida aqui como a assimilação de conteúdos,
conceitos, métodos e tradições que possibilitem uma
compreensão sutil e profunda do mundo em que estão
inseridos, e das dinâmicas que regem sua existência
cotidiana.
E Os saberes pedagógicos, de maneira geral, devem se
caracterizar por uma natureza político-institucional.
Constituem-se como o acervo do qual o docente se
apropria ao longo de sua trajetória acadêmica,
sistematizando e refletindo sobre esses conhecimentos,
para que se tornem elementos essenciais na gestão e
condução das aulas no ambiente escolar, de modo a
garantir uma prática docente coerente e transformadora.