Sobre recursos discursivos usados no texto, analise as afirmativas....
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#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca UFMT no concurso para UFMT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.
Sempre me angustiou a situação das pessoas que são objeto das diferentes formas de tráfico. Quem dera que
se ouvisse o grito de Deus, perguntando a todos nós: “Onde está o teu irmão?” (Gn 4, 9). Onde está o teu irmão
escravo? Onde está o irmão que estás matando cada dia na pequena fábrica clandestina, na rede de prostituição, nas
crianças usadas para a mendicidade? Naquele que tem de trabalhar às escondidas porque não foi regularizado? Não
nos façamos de distraídos! Há muita cumplicidade... A pergunta é para todos! Nas nossas cidades, está instalado
este crime mafioso e aberrante, e muitos têm as mãos cheias de sangue devido a uma cômoda e muda
cumplicidade.
(Exortação apostólica do Sumo Pontífice Francisco. Evangelii Gaudium. São Paulo: Edições Loyola Jesuítas, 2013.)
Sobre recursos discursivos usados no texto, analise as afirmativas.
I. No trecho Quem dera que se ouvisse o grito de Deus, é expresso um desejo ou ordem, portanto está no modo
imperativo.
II. Em muitos têm as mãos cheias de sangue devido a uma cômoda e muda cumplicidade., há presença de
sinestesia, pois evidenciam-se sensações percebidas pelo corpo humano, como visão, olfato, audição e tato.
III. A citação de um trecho bíblico “Onde está teu irmão?” (Gn 4, 9) traz para o texto o recurso da
intertextualidade.
IV. Por ser um texto de caráter religioso, a frase Não nos façamos de distraídos! é uma ordem a ser cumprida pelos
fiéis.
V. As perguntas feitas no texto podem ser denominadas perguntas retóricas, pois objetivam expressar crítica e
estimular uma reflexão no leitor, sem necessariamente esperar respostas.