Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941200928055

“para que não pudessem escapar à tortura". Assim como se constata n...

📅 2015🏢 Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ🎯 CGM - RJ📚 Língua Portuguesa
#Uso da Crase

Esta questão foi aplicada no ano de 2015 pela banca Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ no concurso para CGM - RJ. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Uso da Crase.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200928055
Ano: 2015Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJOrganização: CGM - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Uso da Crase
Texto associado
      Texto: A civilização contra o porrete

      Recentemente, a 20 quilômetros da cidade de Frankfurt, Alemanha, pesquisadores encontraram um sítio arqueológico de sete mil anos, onde uma aldeia inteira teria sido exterminada por vizinhos inimigos enquanto dormia. Além dos golpes fatais na cabeça de cada um, havia, nesses restos mortais, sinais de torturas variadas espalhados pelos corpos das vítimas. Para começar, todos tinham as pernas quebradas, provavelmente para que não pudessem escapar à tortura.

      Como os agrupamentos humanos do neolítico não passavam de algumas dezenas de pessoas, o número de mortos massacrados a porrete, incluindo crianças, seria equivalente a algo em torno de 40 milhões de brasileiros, se sofrêssemos hoje um ataque das mesmas proporções. Diante disso, Hiroshima e Nagasaki não teriam passado de um entrevero desimportante, sem maiores pretensões e consequências.

      Não deve ser, portanto, verdade que o homem nasce bom e se torna mau, que nasce puro e a sociedade o corrompe com seus hábitos, com seu desenvolvimento e progresso. Mesmo que não existisse o semelhante, o homem encontraria onde exprimir sua violência. O bon sauvage que Jean-Jacques Rousseau, um precursor da democracia moderna, anunciou no século XVIII, nunca existiu. O homem sempre foi violento e essa violência nunca foi provocada apenas por necessidades incontroláveis como a fome. Na verdade, a violência apenas como fruto de necessidades é, ao contrário, uma característica dos outros animais.

      A violência é uma perversão da natureza humana. Ela está na origem da espécie, em sua luta pela sobrevivência, mas também no desejo de se impor ao outro. O homem é, por exemplo, o único animal capaz de torturar um seu igual, o único a fazer da violência uma manifestação cultural.

      Grande parte dos crimes cometidos em nossas ruas é provocada por um desejo incontrolável produzido por nós mesmos, sem que a vítima tenha nada a ver com isso. Na maior parte das vezes, esse desejo tem origem em nosso exibicionismo, na necessidade de conquistarmos o que o outro já tem, fruto da propaganda que nos fala todo dia das maravilhas que não estão a nosso alcance. Só a educação pode evitar essa prática criminosa do desejo. Ou a civilização.

      A civilização, ao contrário do que certos naturistas querem, inclusive alguns pais do Iluminismo, como o próprio Rousseau, é um conjunto de arranjos impostos às relações humanas para evitar a inevitável violência que não temos individualmente forças para conter. É como se fossem regras restritivas e sucessivas, criadas pela consciência humana por medo de sua própria violência. Um jeito de conviver com seu semelhante, sem necessidade de se impor pelo porrete.

      É provável que nunca consigamos extinguir a violência entre os homens; mas essa fatalidade não justifica sermos solidários ou mesmo complacentes com ela. O papel da civilização será sempre o de domesticar a violência, criar condições para que ela não seja admissível e muito menos indispensável, seja na forma de guerras coletivas, seja na de conflitos individuais. Nenhum de seus formatos é justo, mesmo que exercido em nome de ideologias, de programas políticos, de lutas pelo poder. Se as ideias exigem violência para se concretizarem, elas devem estar erradas.

                                                                 Cacá Diegues. O Globo, 30/08/2015. Fragmento.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-civilizacao-contra-porrete-17344948#ixzz3kiZVuJ3E 
“para que não pudessem escapar à tortura". Assim como se constata nesse segmento, é obrigatório empregar o sinal grave indicativo de crase em:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200190136Língua Portuguesa

Em “... o feitiço indecente que solta a gente”, a palavra em negrito é um pronome relativo; idêntica é a classificação do termo destacado em:

#Análise Sintática#Sintaxe#Morfossintaxe da Palavra 'QUE'
Questão 457941200522630Língua Portuguesa

Tratando das propriedades semânticas dos advérbios ou sintagmas adverbiais, José Carlos Azeredo considera que alguns adjuntos, ligados ao sintagma adj...

#Advérbios#Morfologia
Questão 457941201077088Língua Portuguesa

O prefixo empregado em contraindicado (4º parágrafo) tem valor semântico idêntico ao existente na seguinte palavra:

#Estrutura das Palavras#Morfologia
Questão 457941201995185Língua Portuguesa

Entre as frases abaixo transcritas do texto, o emprego da vírgula é optativo em:

#Pontuação#Emprego da Vírgula
Questão 457941202005299Língua Portuguesa

Há equívoco quanto à conjugação verbal na seguinte alternativa:

#Morfologia Verbal#Concordância Verbal e Nominal#Sintaxe#Análise Textual#Regência Verbal e Nominal#Reescrita Textual#Semântica Contextual
Questão 457941202038523Língua Portuguesa

“estava tudo ali". O pronome em destaque funciona como sujeito da oração. Exerce a mesma função sintática o termo destacado em:

#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração#Morfologia dos Pronomes

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Uso da CraseQuestões do Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ