Nas condições da época, a insurreição consistiu, em
grande parte, em uma redistribuição das linguagens, não
sendo apenas um caso no qual foi necessário recorrer às
armas. Presos como se estivessem sob o fogo de Paráclito, a
diversos níveis, os colonizados davam por si a falar várias
línguas, em vez de uma única.
MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África
descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014, p. 19-20, com adaptações.