Segundo Roberto Conduru, no livro “Arte
Afro-Brasileira” (2007), as pessoas que vieram
escravizadas do continente africano foram
obrigadas a abandonarem suas vidas na África
para recomeçá-las também como escravas no
Brasil. Contudo, os/as africanos/as puderam e
conseguiram trazer suas crenças, mas tiveram
que lá deixar o aparato físico-simbólico já
constituído para as mesmas.
As restrições a elas impingidas fizeram com
que, na maioria das vezes, a cultura material
sobrevivesse, sobretudo nas mentes, na
memória, no imaginário, já que alguns poucos
elementos puderam ser trazidos. Assim, foi
necessário refazer, às escondidas, o ambiente
religioso, a partir das exigências ritualísticas, de
lembranças, e de acordo com as condições
locais de produção (material e técnicas) e de
uso. Nessa perspectiva, segundo Roberto
Conduru, as pessoas que vieram