“Frequentemente ouvimos falar – e também falamos – sobre a importância da leitura na nossa vida, sobre a
necessidade de se cultivar o hábito de leitura entre crianças e jovens, sobre o papel da escola na formação
de leitores competentes [...] Mas, no bojo dessa discussão, destacam-se questões como: o que é ler? Para
que ler? Como ler? Evidentemente, as perguntas poderão ser respondidas de diferentes modos, os quais
revelarão uma concepção de leitura decorrente da concepção de sujeito, de língua, de texto e de sentido
que se adote.
Sobre essa questão [...] a concepção de língua como representação do pensamento corresponde à de
sujeito psicológico, individual, dono de suas vontades e ações. Trata-se de um sujeito visto como um ego
que constrói uma representação mental e deseja que esta seja ‘captada’ pelo interlocutor da maneira como
foi mentalizada.”
(KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. p. 09-10)
Com base na leitura do texto e no que se refere à concepção de língua como representação do pensamento
e de sujeito como senhor absoluto de suas ações e de seu dizer, só NÃO podemos afirmar que: