Através de nossos corpos aprendemos subliminar
e inconscientemente (caso não tenhamos
aprendido a ter uma postura crítica diante da
vida) quem somos, o que querem de nós, por que
estamos neste mundo e como devemos nos
comportar diante de suas demandas. Conceitos e
regras sobre gênero, raça, etnia, classe social etc.
estão/são incorporados durante nosso processo
de ensino-aprendizado sem que muitas vezes nos
demos conta daquilo que estamos construindo ou
até mesmo (re)produzindo.
MARQUES, Isabel A. Dançando na Escola.
(São Paulo: Cortez Editora, 2003).
Na perspectiva da autora, analise as afirmações a
seguir:
I - Nossos corpos são "projetos comunitários"
quanto à forma, peso, postura, saúde etc. e
raramente somos incentivados a arriscar, a tentar
o novo, a variar nossos movimentos ou até
mesmo a descobrir nossas próprias vozes neles
contidas
II - De fora para dentro, regras posturais baseadas
na anatomia padrão, seqüências de exercícios
preparadas para todas as turmas do mesmo modo,
repertórios rígidos e impostos nos conectam com
nossas próprias experiências e permitem novos
ideais de corpo e comportamento em sociedade.
III - Existem múltiplas mensagens e
interpretações ocultas nos repertórios
(tradicionais ou não) de dança e na forma com
que ensinamos corpos em nossa salas de aula
através de exercícios e seqüências de
movimentos.
IV - Alinhados a um pensamento foucaultiano
(1991) de que o poder está no corpo, ou mesmo
à vasta literatura que diz respeito ao simbolismos
das artes, ao imaginário social nelas contido,
além de denunciar, poderíamos, como
professores(as), começar a trabalhar de maneira
crítica.
Estão corretas as afirmações: