O discurso de Getúlio Vargas no dia 1º de maio de 1951 pode não
ter mudado o mundo, mas certamente alterou o rumo do Brasil.
À frente de um estádio de São Januário (RJ) lotado, o então
presidente do país fez sua homenagem aos trabalhadores do
Brasil, enfatizando suas políticas públicas de regularização do
trabalho.
O início desse discurso diz:
“Trabalhadores do Brasil,
Depois de quase 6 anos de afastamento, durante os quais nunca
me saíram do pensamento a imagem e a lembrança do grato e
longo convívio que mantive convosco, eis-me outra vez aqui ao
vosso lado, para falar com a familiaridade amiga de outros
tempos, e para dizer que voltei a fim de defender os interesses
mais legítimos do povo, e promover as medidas indispensáveis ao
bem-estar dos trabalhadores.
Esta festa de 1º de maio tem para mim e para vós, uma expressão
simbólica: é o primeiro dia de encontro entre os trabalhadores e o
novo governo. E é com profunda emoção que retorno ao vosso
convívio nesse ambiente de regozijo e festa nacional. Em que nos
revemos uns aos outros a céu aberto e em que o governo fala ao
povo de amigo para amigo na linguagem simples, leal e fraca que
sempre lhes falei.
Nas horas de glória e de triunfo, assim como nas de sofrimento e
de perseguições, os trabalhadores foram sempre fiéis,
desinteressados e valorosos. E posso repetir hoje, de coração, o
que mais de uma vez proclamei: os trabalhadores nunca me
decepcionaram. Nunca se aproximaram de mim para pleitear
interesses particulares ou favores pessoais. Pleitearam sempre
para a coletividade a que pertencem, pelo reconhecimento dos
seus direitos, pela melhoria das suas condições de vida, pelas
reivindicações da classe e pelo bem-estar dos seus semelhantes”.
A estratégia discursiva que foi empregada predominantemente
nesse segmento do discurso de Getúlio Vargas, é