Eis o início do discurso do deputado Ulysses Guimarães no
lançamento da Constituição de 1988:
“Senhoras e senhores constituintes.
Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das
ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai
mudar. São palavras constantes do discurso de posse como
presidente da Assembleia Nacional Constituinte.
Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação
mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração,
mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a
federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só
cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora,
tem hospital e remédio, lazer quando descansa.
Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25 por
cento da população, cabe advertir a cidadania começa com o
alfabeto. Chegamos, esperamos a Constituição como um vigia
espera a aurora.
A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com
amor, aplicação e sem medo”.
Um manual clássico de Retórica dá uma série de conselhos para a
construção de um bom discurso. Entre os conselhos a seguir,
assinale aquele que é predominantemente seguido pelo orador.