A homeostase é uma das características
fundamentais dos seres vivos que permite a
manutenção do ambiente interno dentro de limites
toleráveis. Como base para a adaptação, os
organismos mais evoluídos farão uso principalmente
de dois recursos básicos: o sistema nervoso, atuando
basicamente no controle, e o sistema endócrino,
atuando principalmente na sinalização. Entre eles
temos a regulação térmica que:
A O pâncreas produz insulina e glucagon para
regular a concentração de açúcar no sangue
(glicemia) e a temperatura corporal. Quando
ocorre aumento da concentração de glicose no
sangue a insulina entra com ação hipoglicemiante,
e quando ocorre queda na concentração da
glicose é a vez do glucagon atuar com sua ação
hiperglicemiante. As ações destes hormônios
permitem manter a concentração de glicose dentro
dos limites que chamamos fisiológicos, ou seja,
mantém a homeostase da glicose e a manutenção
da temperatura.
B O CO2 é o produto final de muitas rotas de
metabolismo essenciais para o organismo e na
regulação da temperatura, no entanto é tóxico
para o mesmo, e precisa ser removido para
garantir a sobrevivência do animal. O órgão
responsável pela eliminação do CO2 é o pulmão
que se encarrega de fazer trocas com o meio
ambiente, absorvendo o oxigênio rico no ar
atmosférico e devolvendo o CO2. O controle desse
processo fica por conta do sistema nervoso que
age central e perifericamente aumentando ou
diminuindo a frequência respiratória para garantir a
homeostase.
C Por influência do hipotálamo, os músculos
esqueléticos tremem para produzir calor quando a
temperatura corporal é muito baixa. Quando a
temperatura é muito alta o suor arrefece o corpo
por evaporação. Para que isto aconteça é
necessário que os termorreceptores do organismo
sinalizem para o hipotálamo a variação da
temperatura corpórea para baixo ou para cima.
Outra forma de gerar calor envolve o metabolismo
de gordura.
D Os rins excretam uréia e regulam as
concentrações de água, de temperatura e de uma
grande variedade de íons. Além de outros
mecanismos, os rins têm a capacidade de
responder ao ADH (hormônio antidiurético)
produzido pelo hipotálamo, que evita a perda de
água e desidratação do organismo. Nas situações
em que houver aumento da osmolaridade
plasmática, baseado num princípio de emergência de água e baixa de temperatura, o organismo
produz o ADH para impedir a perda de água, a
baixa de temperatura corporal e as complicações
decorrentes do excesso de sais no organismo.