A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma causa bastante comum de procura ao
atendimento ginecológico, podendo levar a quadros de dor pélvica crônica e infertilidade.
A Nos critérios mínimos para diagnóstico estão: dor à palpação do hipogástrio, dor à palpação
de anexos e dor à mobilização do colo do útero.
B Nos critérios específicos para o diagnóstico estão: evidência histopatológica de endometrite,
presença de abscesso tubo-ovariano ou coleção em fundo de saco em exame de imagem ou
videolaparoscopia com evidências de DIP.
C Usuárias de dispositivo intrauterino (DIU) possuem aumento do risco de DIP nas primeiras seis
semanas após a inserção.
D Nos critérios adicionais para o diagnóstico estão: febre > 38,3ºC, conteúdo vaginal ou
secreção endocervical purulenta, presença de massa pélvica, leucocitose, aumento de VHS ou
PCR, presença de > 10 leucócitos por campo em microscopia de conteúdo vaginal e comprovação
laboratorial de infecção cervical por gonococo, clamídia ou micoplasma.
E Os patógenos mais comumente envolvidos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia
trachomatis . Bactérias da classe das Molicutes (Mycoplasma hominis, Mycoplasma genitalium,
Ureaplasma urealyticum ) não estão entre os patógenos da DIP.