A Toxicologia Industrial é a ciência que estuda os efeitos nocivos decorrentes das interações de substâncias
químicas presentes no ambiente de trabalho com o organismo do trabalhador a elas exposto. Assim, é correto
afirmar a respeito que
A a estrutura das moléculas determina a toxicidade da
substância, como ocorre com os componentes da
“benzina”, em que o 2-metil-pentano é um neurotóxico periférico, podendo levar à paralisia total dos
membros inferiores, enquanto o n-hexano, que tem o
mesmo número de carbonos e hidrogênios, é inócuo
para o organismo humano.
B existem dois tipos de intoxicações por agrotóxicos,
a crônica, que possui sintomas com poucas horas
após a exposição excessiva e por curto período de
tempo ao agrotóxico, e a intoxicação latente onde os
sintomas são tardios, ou seja, levam meses ou até
anos para aparecerem, como, por exemplo, problemas neurológicos e o câncer.
C didaticamente, o processo de intoxicação é apreendido como uma sequência de quatro fases, entre as
quais consta a Fase Clínica, em que há evidências
de sinais e sintomas, ou ainda, alterações patológicas detectáveis mediante provas diagnósticas, caracterizando os efeitos nocivos provocados pela interação do toxicante com o organismo.
D a metabolização é um processo orgânico vital que
diminui a toxicidade da molécula absorvida. É isso
que ocorre com o efeito nocivo do inseticida organofosforado paration, que é biotransformado em paraoxon, e é esta forma modificada a responsável pela
atenuação do efeito nocivo da molécula original.
E com base nas DL50 de várias substâncias, são estabelecidas classes toxicológicas de produtos químicos e farmacológicos, que permitirão avaliar se uma
substância oferece risco ou perigo para um determinado sistema biológico, para um determinado indivíduo ou para a saúde pública.