Mesmo com avanços legais, ainda hoje há uma preocupante incidência de violência de gênero no
Brasil. Nesse contexto, é crucial que o Estado assegure a proteção das mulheres em situação de
violência por meio de políticas públicas integradas em diversos setores da sociedade. A Política de
Assistência Social, em coordenação com outras áreas como saúde, segurança pública e justiça, deve
trabalhar na prevenção, assistência, proteção e garantia dos direitos das mulheres nessa situação.
Assinale a Alternativa INCORRETA
A A rede de enfrentamento à violência contra as mulheres é definida como: A atuação articulada
entre as instituições/serviços governamentais, não governamentais e a comunidade, visando ao
desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e
construção da autonomia das mulheres, os seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores
e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência.
B O CREAS é uma unidade pública estatal que oferta o trabalho social especializado no Sistema
Único de Assistência Social, seu papel compreende ofertar serviços especializados de caráter
continuado para as famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, por violação de incluise, portanto, o atendimento à mulher em situação de violência doméstica e intrafamiliar, vítima de
violência física, psicológica ou sexual.
C O fenômeno da violência contra a mulher, especialmente aquela que se consolida no âmbito das
relações intrafamiliares, deve ser analisada em uma perspectiva ampla, a fim de desvendar os fatores
potencializadores e obstaculizadores para o seu enfrentamento. Este desafio se apresenta no trabalho
social realizado pelos profissionais dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social
(CREAS), na articulação com a rede de proteção à mulher.
D As situações de violência doméstica são permeadas de ambivalências e contradições que fazem
parte do cotidiano da mulher, por envolver relações afetivas que requerem medidas de enfrentamento
que vão além da prisão. É necessário não apenas a punição, mas também o atendimento ao agressor a
fim de construir estratégias mais efetivas em relação à prevenção da violência de gênero.
E Trabalhar na perspectiva da promoção da autonomia da mulher é questão fundamental para o
enfrentamento à violência. A necessidade de intervir com todos os membros da família se apresenta
como secundário, especialmente com o agressor , visto que para ele cabe tão somente a criminalização
e sua devida punição, que quando se efetiva, há completa superação da situação de violência, não
havendo reincidência.