A permanência do trabalho escravo no Brasil, mesmo após a abolição formal, em 1888, sempre foi evidente e denunciada de
diversos modos. Já nas primeiras décadas do século XX, por exemplo, por meio de contos, biografias ou romances, autores,
como Euclides da Cunha e Ferreira de Castro, utilizaram a categoria “escravidão” para denunciar um regime social de sujeição
da força humana para fins lucrativos, principalmente na região Amazônica do Brasil. No entanto, o conjunto da sociedade não
reconhecia o caráter verídico e político dessas discussões que eram tratadas como ficção.
(CALLARI, 1993.)
No Brasil, o fim oficial da escravidão através da assinatura da “Lei Áurea”: