Em muitas partes do mundo, a maioria dos utilizadores do
inglês como língua franca é formada por não nativos que não
dominam a gramática padrão e aspectos do seu léxico e de sua
pronúncia. Conceber o inglês como o idioma da globalização na
sua função de língua franca desestabiliza conceitos reducionistas
que sempre limitaram língua a padrões subjetivos. As
características do inglês como língua franca, potencialmente,
contestam as questões mitológicas da pronúncia correta e
desorganiza, entre vários aspectos, a ideia estapafúrdia de uma
suposta hierarquia cultural.
Denise Scheyerl, Kelly Barros e Diogo Oliveira do Espírito Santo.
A perspectiva intercultural para o ensino de línguas:
propostas e desafios, 2014 (com adaptações).