De acordo com Iamamoto (2021), no artigo intitulado Os desafios da profissão de Serviço Social no atual
contexto de retrocessos das conquistas da classe trabalhadora, “A orientação histórico-crítica do Serviço
Social brasileiro é inédita na literatura mundial do Serviço Social na atualidade, o que requer de nós construir
estratégias para o nosso diálogo acadêmico internacional. No Brasil, essa orientação vem permitindo
inúmeras conquistas coletivas, cuja preservação implica o fortalecimento de um arco de alianças entre os
segmentos progressistas da categoria e as forças políticas sensíveis ao universo dos/as trabalhadores/as”.
Para a autora, as inúmeras conquistas dos/as assistentes sociais nas últimas cinco décadas também tecem um
conjunto de desafios do presente:
I - a construção e divulgação de uma imagem do Serviço Social vinculada aos direitos, na negação da
benemerência, respaldada no desempenho cotidiano, considerando atribuições, prerrogativas e
posicionamentos ético-políticos, rompendo com leituras circunscritas a supostos universos “internos” do
Serviço Social.
II - a ampliação de atribuições e competências do/a assistente social para além da execução de políticas
públicas, incluindo sua formulação, avaliação e financiamento, afirmando a necessidade social de trabalho
desse/a profissional.
III - o desenvolvimento de estudos sobre a formação social e histórica do Brasil e suas incidências no universo
do Serviço Social, explicando as expressões da “questão social” e dos sujeitos que as vivenciam em suas
dimensões de raça, etnia, sexualidade, geração e território - a classe trabalhadora e seus segmentos - com os
quais trabalhamos; e contribuímos para sua visibilidade na cena pública, também incluindo imigrantes,
refugiados/as, apátridas e populações originárias.
IV - a defesa das condições de trabalho seguras e legalmente protegidas, do piso salarial e a implementação
da jornada de trabalho legal de 30 horas; uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletivos,
higienização de locais de trabalho, além do uso consciente de novas tecnologias da informação e comunicação
(TICs), que se expandem com o trabalho em home office - já presente na organização do trabalho em moldes
“flexíveis” e impulsionada pela pandemia.
V - importantes estudos sobre competências e atribuições profissionais (art. 4º e 5º da Lei de Regulamentação
da Profissão) e sua atualização nas áreas de assistência, saúde pública, educação, sociojurídica, das cidades,
dentre outras, para orientar os/as colegas no campo de trabalho.
Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA: