Na fala, “[...] A mocinha, filha dele, dezoito, vinte, vinte e dois anos, sei lá, veio lá de
dentro, atendeu [...]” há quebra de entoação do narrador observador. Nessa perspectiva,
a construção de sentido se dá:
A por conta da quebra de sentido presente neste fragmento semelhante ao analisado:
“Alô. Dois quatro sete um dois cinco quatro”, no qual, em decorrência da ausência de
entoação, fere a gramática normativa.
B porque a ausência de vírgula configura-se em “erro de português”, tão comum na
linguagem oral.
C porque o texto foi escrito em conformidade com o contexto anunciativo de realização,
em que existe proximidade das marcas de oralidade na linguagem escrita.
D tendo em vista o narrador transcrever a observação de igual modo como aconteceu,
ocasionando um “erro” de ortografia, já que a linguagem escrita é divergente da
linguagem oral.
E de forma falha, portanto é fácil identificar que o narrador erra os padrões da escrita, já
que poderia omitir esta parte: “[...] dezoito, vinte [...]”, na qual não traz qualquer
sentido/informação ao texto.