“Belo” – junto com “gracioso”, “bonito” ou “sublime”, “maravilhoso”, “soberbo” ou expressões similares – é um adjetivo que
usamos frequentemente para indicar algo que nos agrada. Parece
que, nesse sentido, aquilo que é belo é igual àquilo que é bom e,
de fato, em diversas épocas históricas criou-se um laço entre o
belo e o bom. Se, no entanto, jugarmos com base em nossa
experiência cotidiana, tendemos a definir como bom aquilo que
não somente nos agrada, mas também aquilo que gostaríamos
de ter. Infinitas são as coisas que consideramos boas: um amor
correspondido, uma honesta riqueza, um quitute refinado, e em
todos esses casos desejaríamos ter tal bem.
(Umberto Eco, em “História da beleza” (Storria della bellezza).
[tradução Eliana Aguiar]. São Paulo: Editora Record, 2004. Umberto
Eco: da beleza e da feiura – Revista Prosa Verso e Arte.)
A estética é um ramo da filosofia que se ocupa das questões
tradicionalmente ligadas à arte, como o belo, o feio, o gosto, os
estilos e as teorias da criação e da percepção artísticas. Do ponto
de vista estritamente filosófico, a estética estuda racionalmente
o belo e o sentimento que este desperta nos homens. Para
David Hume, filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês,
um dos mais importantes filósofos modernos do Iluminismo: