Em razão de intensas chuvas ocorridas em Cavalcante, no
nordeste de Goiás, a cheia do rio Prata causou enorme destruição
e deixou desabrigadas centenas de famílias carentes que vivem
na região. Com a aquiescência do poder público municipal, vários
particulares se voluntariaram para auxiliar as vítimas daquele
desastre natural, sobretudo mediante a organização e
distribuição dos alimentos, roupas e outros itens doados a partir
de diversas regiões do Estado e do país. Instado por notícia de
desvio desses mantimentos, o Ministério Público instaurou
inquérito civil e angariou elementos informativos robustos no
sentido de que José, um dos voluntários, efetivamente se
apropriou de parte dos bens doados às vítimas.
Na situação hipotética descrita, consoante o magistério da
doutrina especializada e a legislação vigente, é correto afirmar
que José: