Na obra “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”, Paulo Freire (1997) sugere caminhos para a
construção de processos de ensino e aprendizagem pautados no respeito, no reconhecimento e valorização das pessoas em
suas multiplicidades, na ética, na pesquisa, na problematização e superação de desigualdades, entre outros. Leia os seguintes
trechos sobre alguns saberes necessários à prática educativa:
1. “Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei
decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não
mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto
de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida.
” (FREIRE, 1997, p. 28)
2. “Um dos saberes primeiros, indispensáveis a quem, chegando a favelas ou a realidades marcadas pela traição a
nosso direito de ser, pretende que sua presença se vá tornando convivência, que seu estar no contexto vá virando
estar como ele, é o saber do futuro como problema e não como inexorabilidade. É o saber da História como
possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo.” (FREIRE, 1997, p. 39)
3. “Como professor preciso me mover com clareza na minha prática. Preciso conhecer as diferentes dimensões que
caracterizam a essência da prática, o que me pode tornar mais seguro no meu próprio desempenho.” (FREIRE,
1997, p. 35)
Os saberes abordados nos trechos acima se referem, respectivamente: