De acordo com Iamamoto (2001), o ponto de partida para a análise do Serviço Social
é o de que a profissão é tanto um dado histórico, indissociável das particularidades assumidas pela
formação e desenvolvimento da sociedade brasileira no âmbito da divisão internacional do trabalho,
quanto resultante dos sujeitos sociais que constroem sua trajetória e redirecionam seus rumos. Sobre
essa afirmação, assinale a alternativa correta.
A A ‘questão social’ é dissociável da forma de organização da sociedade capitalista, que promove o
desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social e, na contrapartida, expande e aprofunda
as relações de desigualdade, a miséria e a pobreza.
B Pensar o projeto profissional supõe articular uma dupla dimensão: de um lado, as condições
macrosocietárias que estabelecem o terreno sócio-histórico em que se exerce a profissão, seus
limites e possibilidades; e, de outro lado, as respostas técnico-profissionais e ético-políticas dos
agentes profissionais nesse contexto, que traduzem como esses limites e possibilidades são
analisados, apropriados e projetados pelos assistentes sociais.
C Considerando a historicidade da profissão – seu caráter transitório e socialmente condicionado –
ela se configura e se recria no âmbito das relações entre o Estado e o terceiro setor, fruto de
determinantes macrossociais que estabelecem limites e possibilidades ao exercício profissional,
inscrito na divisão social e técnica do trabalho e nas relações de propriedade que a sustentam.
D Projetos profissionais são indissociáveis dos projetos societários que lhes oferecem matrizes e
valores. Expressam um processo de lutas pela hegemonia entre as forças sociais presentes na
sociedade e na profissão. São, portanto, estruturas estáticas, que respondem às alterações das
necessidades sociais sobre as quais opera fruto das transformações econômicas, históricas e
culturais da sociedade.
E Para pensar as competências e atribuições do assistente social, não é necessário lançar o olhar no
momento particular de mudanças no padrão de acumulação e regulação social, nos marcos da
chamada globalização da produção, visto ser uma profissão eminentemente social.